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Adriana Sydor - Toda Prova - Aut Paranaense

LV391875

Por: R$ 30,00

Preço a vista: R$ 30,00

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Textos em primeira pessoa que confessam sentimentos, particularidades, sensações, sofrimentos e alegrias. Parece que este é o tempo em que diários e privacidades ficam expostos ao mundo. São previsíveis as postagens das redes sociais. O blog Mil Compassos de Adriana Sydor poderia ser mais um nesse infomar. No entanto, há pormenores que o tornam diferente e digno de pular da web para páginas de livro. Crônicas confessionais, que exploram os acontecimentos cotidianos, dão o tom geral do livro. Mas o pulo do gato está em como tudo isso é tratado. Há uma comunhão entre a forma e o conteúdo e isso é que faz pessoas se identificarem tão prontamente com o que acontece com a autora. A empatia do texto se dá pela maneira como os temas são abordados, um fato de sua vida pode ser muito diferente do que acontece na vida do leitor, mas o que corre por dentro, o que move pensamento e sentimento é que comove e cria a empatia. O toda prosa, assim escrito em minúsculo, ainda tem outros aspectos particulares, como está citado no prefácio de Fábio Campana: Lúdica, sempre está a um passo de nova transgressão. Por que uma frase deve começar com letra maiúscula, se a maiúscula parece carregar o peso autoritário que prejudica a fluência gostosa da narrativa? As frases devem ser curtas e sempre na ordem direta? Os advérbios estão proibidos? Os adjetivos só em doses homeopáticas? Bem, não apresente uma regra definitiva para Adriana Sydor, ela tratará de transgredi-la. Há uma brincadeira com a língua, um uso próprio, que não cansa o leitor, mas o convida para uma dança suave entre a consciência e a emoção. O livro ainda traz alguns manuscritos da autora com poesias e anotações para escritas futuras. Trechos: todos os dias me despeço. de tudo. o anoitecer é o adeus ao dia, é o aumento da distância da infância, do primeiro amor, dos filhos pequenos.?o anoitecer é dizer mais uma vez, reafirmar de aceno, que aquele sorriso foi embora, que o brilho do olhar virou, que há um tempo a menos. o anoitecer é encher o copo do presente com mais uma porção de passado e como cabe passado em minha vida!

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