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Bichos Plantas E Seus Parentes - Aymara

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nullEstas crônicas são uma contundente desconstrução da visão antropocêntrica de mundo. A mesma que faz com que muitos sintam os humanos como uma espécie de ator principal e o resto da criação, mero coadjuvante.
Mas, como há diversas formas de se conversar sobre o assunto, aqui pode ser assim: O vento chegava e nós três - ela, o vento e eu - íamos para o céu. À tardinha, ainda lá em cima, a pipa cansada estapeava o ar qual peixe arpoado pela boca num vermelho mar do céu de agosto. Ou assim: - O senhor pode me passar seu gás carbônico, por favor? Ou assim também: - Então, por que tanta vergonha, dona zebra? insisti maldoso. - Porque eu não sou uma zebra, seu fiscal. Eu sou mula branca de nascença. O malvado do meu dono foi quem pintou, no meu couro, cada uma destas listras pretas. Quaisquer que sejam as formas, o premiadíssimo médico Luiz Eduardo Cheida vai amarrando suas crônicas fantásticas como as pérolas de um colar. O resultado é o primeiro livro de crônicas ambientais do país.
Bichos, plantas e seus parentes encanta enquanto destrói; emociona mesmo quando corta e faz sangrar aquilo que separa a finita natureza do mercado predador; surpreende ao denunciar que o real é que é extraordinário.
E cada crônica enfileirada, como notas salpicando a partitura musical, resulta na melodia harmônica de um mundo que insistimos ignorar. A alga Chlorella se emociona; o cão joga baralho; a árvore filosofa; a abelha aprende; e o homem, ao dialogar com todos eles, atesta que estamos todos em um mesmo plano. Que, afinal, somos todos parentes. Bichos, plantas e seus parentes é um jeito inteligente de sentir. Lê-lo é sentir na pele o que sentem nossos parentes quando nossas ações atestam que eles são importantes, porém, que somos mais importantes do que eles. Fazer com que nos sintamos iguais em nossas diferenças é o desafio que estas crônicas pretendem enfrentar. E superar.

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