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Caverna Dos Destinos Cruzados, A - Aut Paranaense

LV457800

Por: R$ 30,00

Preço a vista: R$ 30,00

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A CAVERNA DOS DESTINOS CRUZADOS O pop dos clássicos, o clássico dos pops. Ao ler A Caverna dos Destinos Cruzados me veio à mente: o clássico é o pop do passado. E na sequência dessa ideia (prepare-se, você vai ter muitas diante do impacto da obra) intuí que o charme desse pop que não passa, o segredo do tal do clássico, está na multiplicidade das leituras que permite, estimula e induz, geração após geração. A Caverna dos Destinos Cruzados tem essa característica na receita, a de ser construído em diversas camadas, da superfície às profundezas ? e além. Pode ser lido como a emocionante história de amor, na qual um casal é levado a viver deliciosas e terríveis aventuras no maravilhoso mundo paralelo dos arcanos do tarô. Mas, aceitando o desafio e mergulhando um pouco mais, descobrirmos que por detrás deste primeiro véu existe uma conjugação de forças, um turbilhão de significados, uma galáxia de símbolos em movimento vertiginoso. O enredo é apenas o primeiro estrato que, com sua extrema beleza, nos atrai para o salto em direção a uma visão mais profunda das coisas da vida, do mundo, ou seja, de nós mesmos. Com malícia e precisão, Monica Berger e Sérgio Viralobos montaram A Caverna dos Destinos Cruzados camada sobre camada e deixam quem desvenda a esfinge seguir viagem até o próximo enigma. Apenas como tira-gosto, vamos a algumas dessas pistas, sem intenção de esgotar a conta. Sabemos que, na Divina Comédia, Dante convoca Virgílio para guiá-lo pelos caminhos do inferno, do purgatório e do céu ? um clássico dentro do clássico. Em A Caverna dos Destinos Cruzados, Monica e Sérgio escalaram Italo Calvino para esse papel de mestre de cerimônias, nos dando as pistas de outra leitura, outra surpresa, novo prazer. Então, de repente, aumentando ainda mais o torque da perfuratriz, nos atiram sem dó às feras do tarô, que a dupla de heróis, Pan e Lobo, joguete na mão de deuses implacáveis, precisam, como Hércules, clássica e eternamente, enfrentar. Outra excelente possibilidade é ler a obra simplesmente (?!) como texto narrativo tecido com grande poesia e um inesgotável e saborosíssimo elenco de referências filosóficas, musicais, políticas, mitológicas, literárias, científicas, esportivas, psicanalíticas. Nada é texto e tudo é contexto nesta imensa teia de inter-relações. Nele, tudo é pop, muito pop, clássico, muito clássico, instigante para o agora, misterioso para o depois e sem data de validade, como convém.

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