Ícone Menu

Escritos No Silencio - Chiado

LV433836
"Entregamo-nos ao deleite da leitura e das sucedâneas leituras das múltiplas imbri­cações dos “Escritos no Silêncio”, adentrando-nos deste modo na sua matriz au­tobiográfica, para então darmos conta de que, afinal, é o próprio autor que sugere um Beto Vaz e um Carlos Vaz... Na verdade, à medida em que nesta obra as nossas leituras de leituras se iam-se adensando, mais nos convencíamos de que o autor é um poço de cultura. Dito de outro modo, é de um autor já na plena posse das suas capacidades inte­lectuais e artísticas de quem falamos, ou seja, com atributos que o permitem, com um assinalável à-vontade, por exemplo, proceder à evocação de sua identidade de raiz criol (é o caso dos poemas “Tabanca”, “Nha Djorson” e “Criol”) ou de, simultânea e paralelamente, introduzir a feição humorística e mesmo sarcástica (é o caso no poema “Paródia aos Descobrimentos”), sobressaindo nuns e noutros casos, por um lado, o seu lado de criança que fora, mas que nele permanece, como atestam este versos: (...) “Que nunca deixarei morrer/Dentro do meu halo” diz o autor (...)”. Assim se entende a razão porque esta obra é também, ela própria, um caso emi­nentemente político, na medida em que os diferentes episódios que compõem os enredos, retratam de per si a trajetória política do autor, inclusive as vivências amorosas, arrancadas à realidade vivida e aqui descritas com um fino erotismo, a partir de um universo vocabular e cultural imenso, onde jorram, em catadupa irónica, a autenticidade e o pulsar de uma africanidade e um realismo a toda a prova, mesmo que em flagrante prejuízo da qualidade estético-literária. In Prefácio Leopoldo Amado, Ph.D"

Avaliações do Produto

Dúvidas dos Consumidores