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PROMOÇÃO

Lama Vermelha - Aut Paranaense

LV394000
LAMA VERMELHA - Acentuando-se os problemas de toda ordem, oriundos da instalação da República, a solução convergiu para o uso da força. As incursões no Estado Gaúcho condensaram-se em 1893. Em maio três mil republicanos liderados por Arthur Oscar, Luppi, Telles, Pinheiro Machado e Mena Barreto marcham para a região de Inhanduí. Essa facção da Divisão Norte enfrentaria o grosso das tropas revolucionárias registrando, no dia 13, um dos mais violentos combates da Revolução Federalista. Depois de sete horas de luta e mais de 300 baixas gerais os federalistas retiram-se para evitar maiores perdas.
Nos últimos três meses desse ano a situação em Santa Catarina era perturbadora. Silveira Martins espalhava ter em marcha para Desterro cerca de 5.000 homens, e mantinha uma reserva de mais 2.500. Pelo mar chegaria Custódio de Mello, que liderara a Revolta da Marinha no Rio de Janeiro e atacaria a Capital. Daí o avanço progrediria para outras cidades catarinenses, até a fronteira com o Paraná.
Em contraponto o general Francisco de Paula Argolo marchou com seus homens rumo a São Bento. Mas, em 15 de novembro de 1893, a tropa do maragato Carlos Piragibe já subira a Serra e, rumando para a mesma Cidade, fez com que Argollo retroagisse à Lapa. Na sequência, em Ambrósios (Tijucas do Sul), aconteceram ferrenhos combates do dia 11 até 19 de janeiro de 1894. Foi, no Paraná, a primeira frente a rebater e segurar a avançada federalista, por 09 dias consecutivos, graças a seus abnegados defensores. No dia 17, antes da capitulação tijucana, Custódio de Mello ataca Paranaguá. Após pequena resistência a Cidade cai, assim como Antonina e Morretes, antes dos maragatos avançarem para a Capital.

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