Revista Da Associacao Psicanalitica De Curitiba Vol 32 - Jurua - Livrarias Curitiba

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Revista Da Associacao Psicanalitica De Curitiba Vol 32 - Jurua
LV279238

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  • OPÇÕES DE
    PARCELAMENTO
  • CONSULTE
    FRETE
  • ADICIONAR AOS
    MEUS DESEJOS
Com este título - Psicanálise e suas interfaces - pensamos apresentar textos de áreas afins à Psicanálise que colocam interrogantes, quanto textos sobre o momento atual - o discurso social e suas apresentações -, fazendo parte da formação dos sintomas.

Uma das mudanças pregnantes do momento atual, nos é trazida por Charles Melman (2003), quando coloca que os sujeitos agora não recebem mais sua mensagem do Outro - o que implicava na necessidade de uma interpretação do que o mesmo poderia querer de nós - e sim do consenso social. Recebe-se hoje uma mensagem direta, da opinião, que nos designa o bom objeto, trazendo como consequência, encontrarmo-nos com sujeitos cada vez mais atópicos, com maiores dificuldades para encontrar seu lugar, sua própria voz, que parecem sem consistência, sem projeto fixo, sem votos que lhe seriam pessoais.

Parece que isso faz "economizar" tempo, nos deixa a salvo de erros... E, principalmente, afasta a angústia.

Izidoro Vegh, em texto publicado na Revista da APPOA, número 36, coloca que hoje mais do que nunca, estamos rodeados por artefatos que nos distraem e afastam do mal-estar. Relata que aproximadamente vinte anos atrás, quando alguém andava pela rua, nesse espaço de tempo, poderia ter a oportunidade de encontrar-se com suas próprias perguntas. Agora, até esse intervalo é obturado com a voz do Outro: anda-se pela rua com o celular ligado, não ficamos mais sozinhos... Telefone, celular, whatsapp, facebook, twitter e demais aplicativos, "dificultam o acesso à voz que chega desde nosso ser, desde nosso corpo, que se chama angústia".

Heidegger diz "que a angústia emerge quando lhe damos lugar, ou seja, quando conseguimos desprender-nos, mesmo que por um tempo, de nossa captura no mundo dos objetos".

Os objetos atuais então fariam o "favor" de tamponar a angústia? Mas a que preço? O que se ganha? O que se perde? Quais seriam - são - os efeitos dessas novas formas de estar no mundo, sempre rodeados de "objetos", nunca "sozinhos", tanto na formação quanto na manutenção dos sintomas, inclusive do "sintoma analista"?

A angústia é o motor da possibilidade de passagem do lugar de objeto para o desejo do Outro, para o lugar de sujeito do desejo. Não mais tomado por uma eterna culpa em relação ao que supõe que seja o desejo do Outro, ao qual se empenha em satisfazer sem nunca conseguir. (Lacan, 1973-75)

CARACTERÍSTICAS

EditoraJURUA EDITORA LTDA
Edição1
Ano da Edição2015
AutorROSANE WEBER LICHT, CAMILA ZOSCHKE
EAN139771519845604
IdiomaPORTUGUES
FormatoBROCHURA
Nacional ou ImportadoNacional
ISBN151984560X
Largura14,5
Altura21
Profundidade1
Páginas158
Peso224 g.

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