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A dor do amor Em tempos difíceis Vilma Slomp buscou através da criação, exorcizar a dor psíquica, fonte inesgotável de sentimentos. As imagens como metáfora de suas emoções foram construídas com diferentes elementos em estúdio, luzes delineando sombras e formas. Esta série com quinze fotografias realizadas em cromo 4×5 entre setembro e novembro de 1989 mostra o âmago amargo construído com flores, algas, pigmentos, insetos, papéis e objetos. Na passagem do tempo, de forma poética, ela revela através das cores as suas dores, comparando ilusões com natureza à morte. Adversus Aestus Nesta série de 18 fotografias em preto e branco realizadas no período de 1993 à 1997, VS construiu imagens com papéis, flores, objetos, corpos, insetos, grafismos e desenhos, tributos aos artistas Frank Stella e Marcel Duchamp, e, um auto retrato celebrando estrelas de Kiefer com flores daturas. Lembra sua dor de forma avessa ao seu universo interior. O tempo sobre a perda e o desencanto do viver traz à tona a beleza através de luzes construídas nas diferentes gamas do preto ao branco, expressando a volta da sua existência com sensações mais amenas para seu existir. O amor e o delírio da arte se expõem no ritmo de suas delicadezas. texto Carlos A.C. Harmath, Angélica de Moraes.