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PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 30/10/2026. Aos trinta anos, com um romance recém-entregue ao editor e nenhuma vontade de assinar uma hipoteca de três décadas, François-Henri Désérable faz a única escolha que lhe parece possível: trocar os móveis pela mochila. Destino: a estrada que Ernesto Guevara e Alberto Granado percorreram em 1952, sobre a velha Norton batizada de La Poderosa. Sessenta e cinco anos depois, ele refaz o itinerário - de moto, de carona, de barco, de caminhonete dividida com duas ovelhas - , da Argentina ao Chile, da Bolívia ao Peru, da Colômbia à Venezuela em colapso, até a Havana da Plaza de la Revolución. O que sai daí não é reverência a um ícone, mas o retrato de um rapaz de vinte e três anos que ainda não era o Che: mulherengo, asmático, apaixonado por rúgbi e por livros. E é, sobretudo, o relato de um escritor que aprende a viajar viajando, entre um caco de garrafa na garganta em La Boca, um condor que plana sobre o Quebrada del Condorito e uma manhã em que os escritórios de Buenos Aires despejam papel pelas janelas. Vencedor do Grande Prêmio do Romance da Academia Francesa, Désérable escreve com humor seco, erudição leve e uma precisão rara. Lamento de um canto inacabado é sobre a estrada e sobre o que se perde ao ter de deixá-la. 'Um relato suntuoso. Um formidável contador de histórias, imbuído de poesia.'Diacritik 'Désérable possui um senso agudo de observação, uma forma autêntica de autocrítica e uma visão profundamente humanista do mundo.' Culture-Tops 'Désérable se afirma aqui como um verdadeiro mestre do relato de viagem.' Revue Esprit 'Entre anedotas e desvios de rota, a homenagem ao 'Che' rapidamente se revela um pretexto ... o escritor francês se deixa levar pela inspiração e pelos encontros, com a consciência aguda de estar vivo.' Le Devoir 'Seus textos soam, por vezes, como verdadeiras declarações de amor a um continente que soube encontrar um lugar de destaque nas memórias desse viajante.' La Presse