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PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 25/08/2026. Cava fundo, no fundo está a fonte do bem, capaz de jorrar perenemente, basta que não pares de cavar.
Venera o poder de opinar [...]. Ele assegura a ponderação, as boas relações com os homens e a obediência aos deuses.
Não deixes que a desumanidade dos outros te torne também desumano.
Não procedas como se houvesses de durar dez milênios, o fim inevitável pende sobre ti, enquanto vives, enquanto podes, torna-te um bom.
Contenta-te com ser justo nas ações e benévolo nos sentimentos.
Eu cumpro o meu dever. As demais coisas não me inquietam, pois ou carecem de alma, ou carecem de razão, ou se desviaram e desconhecem o caminho.
Ajusta-te às coisas cujo destino é ligado ao teu, estima os homens cuja sorte está unida à tua, porém, com sinceridade.
Habitua-te a dar plena atenção ao que o outro diz e, quanto possível, penetrar na alma de quem fala.
Perto estás de esquecer tudo e de ser esquecido por todos.
(Trechos de Meditações)
Na história do estoicismo, este livro se coloca ao lado de autores como Sêneca e Epicteto. Mas ele tem um sabor único, uma vez que não é o filósofo que aconselha de fora, é alguém que vive no centro do poder e, ainda assim, se recorda de que o poder não resolve a inquietação humana. Nesse sentido, Meditações é um paradoxo vivo, no qual um imperador repete, para si mesmo, que a fama é frágil, que a morte nivela, que a ofensa alheia não manda em nós, que o tempo leva tudo, que o bem está no modo como escolhemos agir [...].
(Trecho da apresentação de Lúcia Sá Rebello)