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PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 03/11/2026. Um clássico incontornável do pensamento negro em nova edição, com prefácio inédito da autora e posfácio de Saidiya Hartman. Quando criança, em Trinidad e Tobago, Dionne Brand perguntava ao seu avô de qual povo eles descendiam. Ele nunca lhe respondeu. Décadas depois, Brand entendeu o quanto o silêncio dele era eloquente ao carregar o peso de um passado violento e não superado. Nesta obra magistral, a ruptura provocada pela escravidão ganha uma metáfora poderosa: a Porta do Não Retorno, que traduz tanto o lugar de desenraizamento cruel de africanos na travessia transatlântica quanto a reinvenção de seus descendentes na diáspora. Entre a consciência da impossibilidade do retorno às origens e o reconhecimento da necessidade de esquecer para sobreviver, Brand faz da escrita um exercício de liberdade e experimentação. Ao mesclar ficção, memória, poesia e ensaio, recusa respostas fáceis em torno de questões como ancestralidade e pertencimento. Porém, este não é um livro apenas sobre perda ou violência. O mar - a primeira memória da autora - orienta suas reflexões sobre desejo, beleza e liberdade e nos permite olhar para a complexidade da vida dos descendentes de escravizados que realizaram fugas mesmo sem destino certo - a não ser a liberdade.