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O livro que deu origem ao filme Real: O plano por trás da história.
No final do século XX, no vácuo da derrubada de um presidente, um grupo de amigos assumiu o poder no Brasil e fez quase tudo o que quis. 3.000 dias no bunker narra esta aventura como uma microcâmera, revelando os bastidores das mudanças mais ruidosas e das mais silenciosas, que mexeram com a vida do país.
Do plano econômico que nasce de uma operação secreta para driblar o FMI, à articulação internacional que cria uma blindagem política em torno da equipe de Fernando Henrique Cardoso.
Coração financeiro de Nova York batendo forte, lançamento do bônus brasileiro BR-27. Campainha, gritaria e o im-pensável: a demanda bate em 45 bilhões de dólares, ou 15 vezes o que fora oferecido. É o negócio da década.
A equipe brasileira assiste a tudo de um camarote trans-parente, suspenso sobre a planície onde estoura a boiada em direção aos papéis desenhados por eles.
Logo abaixo de seus pés, a visão sublime tinha algo de dantesco. Era como estar no paraíso flutuando três metros acima do inferno. E eles de fato estavam.
Pela Lei de Gorbachev, o destino concedia uma única garantia aos que reformam o poder: ter inimigos infernais para o resto da vida. E poucos teriam tanto poder no Brasil como aquele grupo, que foi parar no topo do Planalto em maio de 1993.
Num cenário de governo-tampão, herança de um presidente deposto e vizinho de um Congresso em crise, a janela que dava para a cabine de comando da República ficara aberta. Eles chegaram, olharam e entraram. E mexeram em tudo.