Receba o produto que está esperando ou devolvemos o dinheiro.
PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 01/09/2026. Se poemas são capazes de transportar os leitores para os mais distantes universos, no Caderno de cadernos de Pedro Cassel a viagem é para um lugar em que eles ainda não nasceram, o livro ainda é um sonho e a escrita se embaralha com as tarefas do dia. Desde o primeiro verso, ele nos torna um você que está diante de um caderno em branco e cercado por um mundo que conversa com seu corpo, essa máquina de perceber. Daí em diante, a cada página do caderno descobrimos algo sobre os bastidores dessa oficina (nem sempre) irritada em que o poeta, no fim das contas, gosta de viver. Às vezes, ele se sente um detetive. Noutras, ele apenas quer fazer a faxina em paz, ou ser um velho poeta japonês, ou saborear as palavras com calma. Mas, no fundo, ele também sabe que escrever um poema é, quase sempre, tentar começar um incêndio com o último fósforo. E no entanto, não é apenas do trabalho do poeta que temos notícia aqui. Uma das artimanhas da poesia é esconder um assunto sob outro e nos despistar enquanto move as peças detrás de algum tema sem importância. E é bom lembrar disso ao ler Caderno de cadernos, porque em toda essa conversa sobre cadernos baratos, caros, pequenos, alheios, o que está em jogo é uma paixão que passa pelas palavras para ir bem além: decore um bom poema de amor e o amor, essa ave histérica, pra sempre vai dormir na sua boca.