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PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 02/11/2026. Há um dilema, neste livro, que não admite meio-termo: ou o intelecto humano é um poder imaterial, ou sua ação, ainda que analiticamente distinta do cérebro, é dele inseparável. Mortimer J. Adler tira as consequências desse dilema sem meias-palavras. Se, no futuro, a neurofisiologia puder explicar toda a atividade da mente - exceto a experiência consciente - , a potência intelectual do homem poderia ser apenas um grau mais elevado da inteligência que já compartilhamos com os outros animais, e estaríamos incorretos em atribuir à mente humana dois conjuntos distintos de potências, a intelectual e a sensitiva. Negar a imaterialidade do intelecto, mostra Adler, priva dois dogmas da ortodoxia judaica e cristã de qualquer apoio filosófico: a imortalidade da alma humana, e a ideia de que o homem - só o homem - é feito à imagem de Deus. Os artigos de fé, insiste o autor, não podem ser provados, mas os argumentos filosóficos podem torná-los inteligíveis, ou dar-lhes um apoio racional que não chega a ser prova. Uma prova convincente da existência de Deus, ele observa, é, no máximo, um preâmbulo à crença religiosa nessa existência - nunca a própria fé. Mesmo que a ciência, um dia, obrigue a concluir que a mente humana está totalmente encarnada em órgãos físicos, como as mentes dos demais animais, judeus e cristãos religiosos não precisariam abandonar - mas o caráter dessas religiões, escreve Adler, seria radicalmente alterado.