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Materia De Poesia - Alfaguara

LV454331

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"A linguagem de Manoel de Barros se insurge contra o convencional o grandioso e o mercantil Matéria de poesia é nesse sentido um livro revolucionário um contraponto a tudo aquilo que a civilização rejeita como menor Com prefácio de Mia Couto e imagens do acervo pessoal do poeta ?Todas as coisas cujos valores podem ser / disputados no cuspe à distância / servem para poesia? Assim começa Matéria de poesia livro publicado originalmente em 1974 em que Manoel de Barros explicita do que é ?feita? sua arte Pois ela é composta de versos que são frases ritmadas ao rés do chão nascidas da atenta observação do que não é importante A matéria da poesia une palavras e coisas Quase um manifesto que reflete o projeto de escrita de Manoel os poemas reunidos neste volume unem seres e objetos aparentemente inconciliáveis Nesta que é uma de suas obras mais importantes se destacam também o apurado trabalho com a linguagem e o olhar para as coisas miúdas da natureza nomeadas como se estivessem sendo vistas pela primeira vez Afinal nas palavras do próprio poeta: ?As coisas jogadas fora/ têm grande importância? ?Fala-se muito da capacidade de criação de neologismos do poeta do Pantanal Creio que o seu mérito é bem mais do que a conquista do novo vocábulo Manoel revela toda uma língua que não há para nomear criaturas que existem numa dimensão que sendo onírica é tão real como qualquer outra? ? Mia Couto do prefácio do livro ?A partir de Matéria de poesia o poeta passa a ser mais metalinguístico parte de pequenos bichos aquáticos insetos e ?inutensílios? (trastes sem préstimo) para compor uma espécie de cosmologia oculta? ? Manuel da Costa Pinto Folha de SPaulo "

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