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PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 25/06/2026. Em plena Idade Média, ainda era possível testemunhar manifestações públicas de exaltação ao deus da embriaguez entre camponeses que trabalhavam na produção de vinho em regiões do Império Bizantino. Durante o processo da 'pisa da uva', por exemplo, eles preservaram a tradição de gritar o nome da divindade: ' - Dioniso!'. Em represália a esta prática, o Concílio de Trullo - realizado em Constantinopla, entre 691 e 692 d.C. - determinou a proibição da reverência ao deus pagão. Entre os 102 cânones que compõem a ata do referido concílio, o cânon 62 advertia que estas e outras práticas ligadas à cultura dionisíaca deveriam ser completamente extirpadas 'do modo de vida dos fiéis'. As interdições às práticas dionisíacas formalizadas pelo cânon cristão nos remetem, de chofre, ao embate a que Nietzsche faz referência no final de sua autobiografia, o Ecce Homo: ' - Fui compreendido? - Dioniso contra o Crucificado'. Ora, o que o autor, de fato, tinha em mente ao se referir à oposição entre Dioniso e o Crucificado? No livro que agora vem a lume, tentamos oferecer uma interpretação acerca da concepção nietzschiana de filosofia dionisíaca por meio da elucidação de suas relações com a religiosidade dionisíaca dos gregos antigos.