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Originalmente publicada em 1964, esta obra, a classica critica a sociedade industrial moderna - tornou-se rapidamente um dos textos mais importantes na década seguinte, um período de mudança política radical. Esta segunda edição, com uma nova introdução de Douglas Kellner, estudioso de Marcuse, apresenta o best seller do autor a uma nova geraçã de leitores, no contexto dos eventos contemporâneos.
Aqui, Marcuse contesta de modo contundente o que ele vê como o pensamento unidimensional universal - a aceitação acrítica e conformista das estruturas, das normas e dos comportamentos existentes.
Ele argumenta que os membros das sociedades ocidentais, tanto capitalistas, quanto comunistas, devem reafirmar sua individualidade e sua liberdade pessoal contra a opressão do status quo tecnologizado.
A única esperança para um modo de existência mais livre e feliz, acreditava Marcuse, está na oposição ativa ao desperdício, à destruição e à exploração que se encontram no coração da sociedade industrial avançada.
Em nosso mundo contemporâneo dominado pelo militarismo desenfreado e pela repressão generalizada, a crítica aguda que Marcuse faz à sociedade ocidental permanece tão assustadoramente relevante hoje quanto foi em sua primeira publicação.