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Esta obra revela um momento crucial da solução de problemas em geometria, ao mesmo tempo em que evidencia a importância da teoria semiocognitiva de Duval para o processo ensino-aprendizagem da matemática e para a formação do pesquisador, do professor, do estudante e dos aficionados por matemática.
Partindo da filosofia em sua forma mais pura, a arte de questionar, uma pergunta que se poderia fazer: por que escolher a teoria de Duval?
Existe outra maneira de se "fazer matemática" diferente da que aprendemos? Para Duval sim. "A atividade matemática tem duas faces: o ponto de vista matemático ou face exposta e o ponto de vista cognitivo ou face oculta". Por que é mais difícil aprender matemática que outras áreas do conhecimento? Para essa teoria, um agravante a esta questão é o "paradoxo cognitivo do pensamento matemático", discutido no Capítulo 2 deste livro.
Você já se convenceu de que os objetos de estudo da matemática, em todo seu domínio (aritmética, álgebra, geometria...), são ideais? Quer dizer, imateriais? De fato, para Duval o que acessamos são apenas representações semióticas e não o próprio objeto.
Outra questão bastante familiar ao cenário do professor: onde vou usar essa matemática? Ou ainda, - como visualizar, na prática, a matemática que estudamos? Inferimos ser "a hipótese fundamental da aprendizagem da teoria semiocognitva", abordada no Capítulo 2 desta obra, capaz de responder ou mitigar esta questão.
Com efeito, todas as questões aqui elencadas encontram reflexões ou mesmo fundamentações na teoria em comento. Ou melhor, a teoria semiocognitiva de aprendizagem fornece elementos para compreensão de dificuldades no processo ensino-aprendizagem da matemática.
No entanto, não entra no mérito de como fazê-lo cabendo aos professores esse discernimento e a experimentação. Porém, aqui está a beleza da jovem teoria que deslumbrou este pesquisador, um portal sutil que se abre para uma nova consciência e possibilidades de investigação em matemática. Estes questionamentos são ligeiramente transversais a esta obra. Costumamos dizer que um sanduíche é composto de pão e recheio, o pão está em suas mãos e o recheio ouso idealizar que está na leitura desta obra.