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PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 13/07/2026. Publicado em 1856, O Antigo Regime e a Revolução constitui a investigação mais sistemática de Alexis de Tocqueville sobre a gênese da França moderna. Longe de ver os eventos de 1789 como uma ruptura absoluta, Tocqueville sustenta que a Revolução só pode ser compreendida à luz das continuidades administrativas e jurídicas que a antecederam. Sua tese é direta: o processo de centralização do poder, consolidado nos últimos séculos do Antigo Regime, preparou as condições que a Revolução não apenas preservou, mas levou adiante. Com rigor documental e fina percepção psicológica, Tocqueville percorre arquivos administrativos, correspondências oficiais e práticas governamentais do século xviii para demonstrar que a monarquia já vinha restringindo autonomias locais, uniformizando procedimentos e subordinando corpos intermediários à autoridade central. Ao abolir privilégios e ordens tradicionais, a Revolução apenas suprimiu os derradeiros entraves corporativos, e, ao dissolver antigas mediações históricas, expôs os indivíduos de modo mais direto ao Estado. O resultado foi um poder central mais simples em sua estrutura, mas incomparavelmente mais amplo em seu alcance.