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PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 13/07/2026. Em O capital , o filósofo francês Michel Leter propõe uma nova leitura sobre a invenção do capitalismo, questionando a herança marxista. Para o filósofo Michel Leter, o grande paradoxo do capitalismo é não ter sido criado por seus defensores, mas por seus adversários. A partir desse diagnóstico, o autor propõe pôr em xeque a própria noção de capitalismo, expondo os interesses socialistas por trás de sua vilanização. O capital assume essa tarefa ambiciosa ao dialogar diretamente com a tradição inaugurada por Marx, examinando criticamente as suas contradições. Na primeira parte, 'Antropologia do capital', Michel Leter analisa a noção de capital como própria da condição humana. Dono de seu corpo e de suas faculdades, o ser humano seria, por natureza, um ser dotado de capital - um pressuposto antropológico que foi ignorado pela academia. Para preencher essa lacuna, o autor retoma a tradição de grandes pensadores franceses e propõe que o capital pertença tanto ao indivíduo quanto à coletividade. Na segunda parte, 'Sociologia do capital', Michel Leter revisita a gênese da teoria da luta de classes, apropriada pelos socialistas. Segundo o filósofo, a denúncia da exploração do homem pelo homem teria funcionado como cortina de fumaça para encobrir a espoliação legal e anticapitalista do Estado socialista. A terceira parte, 'Poética do capitalismo', dedica-se à construção do capitalismo no discurso dos primeiros socialistas. Michel Leter analisa os artifícios dos adversários do capital e demonstra, a título de exemplo, que o termo 'capitalismo'é substituído pela figura caricatural do capitalista, símbolo recorrente do antissemitismo da época. O capital: A invenção do capitalismo recupera e atualiza o pensamento original da tradição liberal que via no homem um ser essencialmente dotado de capital - desde que lhe fosse garantida a liberdade de exercer suas próprias faculdades.