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Centrada na saga de uma família mineira, Chumbo, do autor franco-brasileiro Matthias Lehmann, constitui um afresco deslumbrante do autoritarismo brasileiro no século XX. Publicada originalmente em agosto de 2023, pela editora francesa Casterman, a obra fará parte da Seleção Oficial do Festival de Angoulême em 2024.
No interior de Minas Gerais, o opulento patriarca Oswaldo Wallace dirige suas empresas de mineração com mãos de ferro. Seus dois filhos homens, Severino e Ramires, têm apenas um ano de diferença, mas não possuem nada em comum: Severino, militante de esquerda, tornou-se jornalista e depois escritor, enquanto Ramires apoiou os militares durante a ditadura, no período conhecido como os "anos de chumbo".
Inspirada na história da sua família, em especial de seu tio, o escritor mineiro Roberto Drummond, a graphic novel de Matthias Lehmann é uma saga retumbante, na qual personagens e destinos se cruzam e entrecruzam. Em páginas ricamente compostas, recorrendo à caricatura, à publicidade e ao design gráfico brasileiros, o autor mistura fatos íntimos com a história brasileira. Chumbo será publicado em março de 2024, quando se completam 60 anos do golpe que instaurou a ditadura militar no Brasil.
De todos os lançamentos literários que discutem os 60 anos do golpe de Estado que instaurou a ditadura militar no Brasil, o mais inusitado e instigante é Chumbo - André Solitto, Veja.
A ambição do quadrinho é muito maior do que retratar só esse período [da ditadura militar]. A intenção do desenhista é mapear as relações de poder na sociedade brasileira, a recente emancipação da mulher e a luta inglória para mudar o destino quando se nasce pobre neste país. Tudo isso mais a cultura popular e os inúmeros sobressaltos da política no século XX - Helena Celestino, Valor Econômico.
Chumbo passa por várias camadas da vida brasileira, da literatura de cordel até as experiências mais triviais, como pegar bicho de pé e apostar no jogo do bicho. Lehmann ambicionava fazer uma síntese do país. Queria, também, fugir dos clichês mais lembrados na Europa - Nina Rocha, Piauí.
Chumbo é certamente um dos mais imponentes trabalhos artísticos já feitos sobre a ditadura militar e um dos mais amplos, tanto do ponto de vista da pesquisa histórica quanto da reflexão sobre os impactos do período em nossa vida ainda hoje - Paulo Floro, O Grito.
Uma obra provocante, que revela um rico retrato de um Brasil desigual, polarizado, repleto de conflitos sociais e comportamentais e de uma grandeza cultural única - Fabiano Fonseca, O Tempo.
Lehmann consegue, através do humor, do erotismo e das referências de época, nos conduzir por 66 anos de uma turbulenta, difícil e, muitas vezes, vergonhosa história. A pesquisa profunda, minuciosa e detalhista transparece em cada quadro, em cada desenho, em cada fala [...] destinada a se tornar um clássico - Carolina Vigna, Rascunho.